Cruzeiro ainda passa por processo de reestruturação da base, mas já alcança resultados Há quatro anos, a base do Cruzeiro vivia grave crise financeira, com salários atrasados para jovens atletas, dificuldades em manter a estrutura e até mesmo de alimentação e moradia. Após o rebaixamento de 2019, a situação foi sendo contornada aos poucos. Mas foi com Ronaldo que a guinada da reestruturação avançou mais rápido e culminou, nos últimos meses, em títulos e, agora, na final da Copa São Paulo de Futebol Junior.
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Ainda em processo de reestruturação da base, o Cruzeiro chega à final da Copinha, nesta quinta-feira, às 15h30 (de Brasília), contra o Corinthians, na Neo Química Arena, buscando o terceiro título em quatro meses. Em uma semana no outubro de 2023, o time levantou o título do Mineiro e da Copa do Brasil Sub-20.
Agora, os mesmos jogadores levam o Cruzeiro de volta a uma final de Copinha. A última vez foi em 2007, quando o time derrotou o São Paulo, nos pênaltis, no Pacaembu.
Cruzeiro campeão da Copa do Brasil sub-20, em cima do Grêmio
Staff Images / Cruzeiro
Parte do elenco que chega à final da Copinha vivenciou, de perto, a crise financeira que o Cruzeiro passou a partir de 2019. Os problemas financeiros, administrativos e políticos não só refletiram no rendimento do profissional, que foi rebaixado para a Série B do Brasileiro.
A base também sofreu com a gastança desenfreada e, depois, com a crise financeira. O clube mineiro teve que desfazer contratos inflacionados a partir de 2020 e perdeu promessas. As principais foram Estevão William (hoje no Palmeiras) e, mais recentemente na gestão Ronaldo, Vitor Roque (agora no Barcelona). Neste último caso, a saída é motivo de discussão na Justiça.
O ex-presidente da associação chegou a dizer, em 2020, que quando assumiu o clube, a base estava um "lixo". Em 2019, diante dos constantes atrasos salariais, funcionários chegaram a fazer greve.
Toca da Raposa I; Toquinha
Twitter Cruzeiro
A gestão anterior a de Ronaldo chegou a encontrar mais de 40 contratos na base considerados lesivos ao clube. O Cruzeiro criou uma política salarial, com tetos e formatos fixos para aumentos salariais, a partir do rendimento e oportunidades, por exemplo, na seleção brasileira. Aumentos passaram a ser aprovados a partir da produtividade dos jovens.
Mas foi com Ronaldo que o processo de reestruturação da base do Cruzeiro foi acelerado. Um dos primeiros passos foi enxugar os elencos de formação. O Sub-20 também passou a treinar na Toca da Raposa, local de treinamento do profissional. O clube passou a buscar mais integração entre as categorias e melhorar as condições da Toquinha.
Garotos como Otávio, o zagueiro e capitão Pedrão, o volante Jhosefer e os atacantes Gui Meira e Ruan Índio participaram de praticamente todo o processo de formação na base. Outros chegaram com o investimento da gestão de Ronaldo, exemplos do meia Vitinho e do atacante Fernando.
Ronaldo visita treino do Sub-17 do Cruzeiro
Cruzeiro
Hoje, os jogadores colhem frutos dos últimos anos de trabalho, sob comando de Fernando Seabra, que está de saída do clube para trabalhar no Bragantino. O profissional também já vê esse resultado. No ano passado, com o risco de rebaixamento, atletas da base foram utilizados constantemente no time. Exemplos dos volantes Ian Luccas e Japa, e do atacante Robert, integrados ao time profissional.
A ideia é que, independentemente do resultado da final desta quinta, o Cruzeiro aproveite parte do elenco da Copinha em treinos e jogos durante a temporada. Dentro do planejamento da gestão de Ronaldo está o espaço maior à base e também a venda de promessas sob "preço justo".
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